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PF remove credenciais de agente de imigração dos EUA em Brasília

Decisão da PF ocorre em resposta à expulsão de delegado brasileiro dos EUA após prisão de Ramagem

22/04/2026 às 22:05
Por: Redação

As credenciais diplomáticas de um agente de imigração dos Estados Unidos, que desempenhava funções na sede da Polícia Federal em Brasília, foram retiradas por decisão do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

 

De acordo com Andrei Rodrigues, a medida adotada pela Polícia Federal é resultado de uma ação de reciprocidade ao posicionamento adotado pelo governo dos Estados Unidos, que determinou a retirada do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, também pertencente à Polícia Federal, do território norte-americano.

 

Em declaração concedida durante participação no programa Estúdio i, veiculado pela GloboNews, Andrei Rodrigues detalhou o contexto da medida.

 

“Eu retirei, com pesar, as credenciais de um servidor dos EUA pelo princípio da reciprocidade”, afirmou Andrei Rodrigues.

 

A Polícia Federal foi procurada por meio de sua assessoria de imprensa para confirmação formal da decisão sobre a retirada das credenciais e para esclarecimentos acerca da substituição do delegado Marcelo Ivo de Carvalho pela delegada Tatiana Alves Torres. Até o momento em que a reportagem foi redigida, não havia resposta oficial do órgão.

 

Contexto da decisão e repercussão internacional

 

Em 20 de maio, o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos comunicou publicamente que havia solicitado a saída de um “funcionário brasileiro” do país. Embora o nome não tenha sido mencionado no comunicado, o conteúdo do texto indica que a referência é ao delegado da Polícia Federal brasileiro envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem.

 

Alexandre Ramagem foi detido na Flórida e permaneceu preso por dois dias, sendo liberado em 15 de maio. Ramagem já ocupou o cargo de diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Em decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 2023, Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão em função do processo penal relacionado à tentativa de golpe.

 

Durante viagem oficial à Alemanha no dia 21 de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou sobre o episódio envolvendo o delegado brasileiro. Lula afirmou que a resposta do Brasil seria pautada pelo princípio da reciprocidade, caso fosse confirmado qualquer abuso por parte das autoridades americanas.

 

“Acho que, se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o deles no Brasil. Não tem conversa”, declarou o presidente Lula.

 

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