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Trem do Choro realiza 13ª edição e presta tributo a Nilze Carvalho

Evento musical em trem suburbano celebra Pixinguinha e destaca instrumentista Nilze Carvalho

21/04/2026 às 19:48
Por: Redação

No feriado de São Jorge, celebrado em 23 de abril no estado do Rio de Janeiro, o tradicional evento Trem do Choro será realizado, marcando o Dia Nacional do Choro com uma homenagem especial ao nascimento de Alfredo da Vianna Filho, conhecido como Pixinguinha. A ação é promovida em conjunto com a SuperVia.

 

Chegando à sua 13ª edição, o Trem do Choro transforma a rotina da viagem ferroviária em uma vivência musical nos trilhos que cortam o subúrbio carioca. A iniciativa teve início em 2012, quando Luiz Carlos Nunuka, ao lado de amigos, criou em Olaria, na zona norte do Rio de Janeiro, uma roda de choro denominada Instituição Cultural Grupo 100% Suburbanos.

 

No ano seguinte à primeira edição, a SuperVia tornou-se parceira do projeto e, desde então, no Dia do Choro, disponibiliza um trem em que diferentes conjuntos se apresentam ao longo dos oito vagões. Cada vagão recebe o nome de um importante representante do gênero, com o primeiro vagão dedicado ao Mestre Pixinguinha.

 

“E a cada ano, o Trem do Choro está se espalhando cada vez mais”, disse à Agência Brasil Itamar Marques, membro do Coletivo Trem do Choro, responsável pela organização e promoção do evento anual. Ele explicou que para participar, basta ao público pagar a tarifa regular de embarque.


 

Mulheres ganham destaque na edição de 2026

 

Nesta edição, a homenageada é Albenise de Carvalho Ricardo, nascida em 1969, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ela é amplamente reconhecida como Nilze Carvalho, cantora, compositora, bandolinista e cavaquinista. Nilze é graduada em música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e apresenta uma ligação sólida tanto com o choro instrumental brasileiro quanto com o samba oriundo da capital fluminense.

 

A escolha do nome de Nilze Carvalho para a homenagem deste ano visa ressaltar a importância das mulheres, que, segundo Itamar Marques, vêm sendo alvo de diversas formas de violência e agressões no país.

 

“Nada mais justo do que homenagear a mulher através de Nilze Carvalho”, destacou. Nilze ficará no primeiro carro, que tem maquinista. Em cada estação, o trem para convidando o público a integrar-se à festa e ouvir grandes chorinhos.


 

Durante a 13ª edição, além das apresentações, será oficializado o Coletivo Trem do Choro, composto por várias instituições culturais localizadas na região da Leopoldina.

 

Segundo Itamar Marques, trata-se de um trabalho coletivo, envolvendo diferentes especialidades para garantir a continuidade e preservação da história do Trem do Choro. Ele afirmou que o choro, atualmente, possui reconhecimento internacional e tem visto seu público aumentar a cada ano. Marques estimou que entre seis mil e sete mil pessoas participam anualmente do evento.

 

Detalhamento da programação e atividades culturais

 

A programação da edição deste ano será iniciada às 10 horas, na Estação Central do Brasil, Plataforma 12. A partida do trem está prevista para as 11h18, com destino à Estação Olaria, nomeada simbolicamente como “Estação do Choro Zé da Velha”. Ao longo do percurso, grupos de choro se apresentarão em todos os vagões, mantendo viva a tradição da música instrumental brasileira.

 

Ao chegarem em Olaria, músicos e demais participantes seguirão em cortejo pelo Circuito Mestre Siqueira até a Travessa Pixinguinha, local onde Pixinguinha residiu e será homenageado nesta data. Após o cortejo, está prevista a tradicional roda de choro e uma feira cultural promovida pelo Instituto Cultural Grupo 100% Suburbano na Praça Ramos Figueira, também conhecida como Reduto Pixinguinha. Neste espaço, será realizada uma ação social em parceria com o Lions Club.

 

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