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Ministério da Saúde distribui 2,2 milhões de vacinas contra covid-19

Nova remessa amplia o total de doses enviadas em 2026 para 6,3 milhões e reforça os estoques regionais.

17/04/2026 às 02:33
Por: Redação

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira, dia 16, o envio de 2,2 milhões de novas doses da vacina contra a covid-19 para todos os estados brasileiros e para o Distrito Federal. Com esse envio, a pasta assegura que o estoque está adequado para suprir as demandas de cada região do país.

 

Segundo informações do ministério, desde o início de 2026, o total de vacinas distribuídas para todo o território nacional alcança 6,3 milhões de doses. A pasta destacou que os estoques necessários para todo o Brasil estão garantidos com a nova remessa.

 

O fornecimento dos imunizantes por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) é realizado de acordo com a circulação das variantes do vírus e, conforme orientação, a vacinação é priorizada para os segmentos considerados mais suscetíveis.

 

Compete ao Ministério da Saúde assegurar o volume nacional de vacinas, enquanto a distribuição para os postos de atendimento e o gerenciamento da logística local cabem às secretarias estaduais e municipais. Cabe ainda aos estados e municípios a administração dos estoques, o controle de datas de validade e a aplicação das doses à população.

 

Envios recentes e cobertura vacinal

 

De janeiro a março deste ano, o Ministério da Saúde informou que enviou aos estados 4,1 milhões de doses, das quais 2 milhões já foram aplicadas no período.

 

A pasta afirmou que a nova distribuição, com 2,2 milhões de doses encaminhadas nesta semana, dá continuidade ao envio regular de imunizantes, fortalecendo os estoques regionais tanto para crianças quanto para adultos e ampliando a cobertura vacinal em todo o país.

 

Orientações sobre vacinação

 

O protocolo de vacinação brasileiro contra a covid-19 é estruturado conforme a idade e as condições de saúde dos grupos atendidos, priorizando a imunização de pessoas mais vulneráveis. O esquema é composto pelas seguintes orientações:

 

  • Pessoas com 60 anos ou mais: administração de duas doses, com intervalo de seis meses entre cada uma.
  • Gestantes: indicação de uma dose a cada gestação, podendo ser aplicada em qualquer idade gestacional, desde que tenha decorrido ao menos seis meses desde a última dose recebida.
  • Crianças de 6 meses a menores de 5 anos: devem receber duas ou três doses, de acordo com o tipo do imunizante utilizado.
  • Pessoas imunocomprometidas a partir de 6 meses de idade: recomendação de esquema básico com três doses, além da aplicação periódica de reforços (uma dose a cada seis meses, respeitando o intervalo mínimo de seis meses entre elas).
  • Pessoas entre 5 e 59 anos que ainda não tenham tomado a vacina: indicação de uma dose.

 

A estratégia nacional contempla ainda trabalhadores da saúde, portadores de comorbidades, pessoas com deficiência permanente, integrantes de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, pessoas privadas de liberdade, moradores em situação de rua e trabalhadores dos Correios.

 

A recomendação do Ministério da Saúde é para que toda a população procure a unidade de saúde mais próxima para conferir sua situação vacinal e manter as doses em dia.

 

Dados sobre a situação epidemiológica

 

Até o dia 11 de abril de 2026, o registro nacional contabilizou 62.586 casos de síndrome gripal relacionados à covid-19. Nesse mesmo período, foram notificados 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), sendo 1.456 (4,7%) atribuídos à covid-19. O total de óbitos por SRAG causados pelo novo coronavírus chegou a 188.

 

“Diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis”, concluiu o ministério.

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