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Justiça afasta PM envolvida em morte de mulher e impõe restrições severas

Policial Yasmin Ferreira não pode portar arma ou ter contato com testemunhas após incidente em São Paulo.

24/04/2026 às 01:53
Por: Redação

A policial militar Yasmin Ferreira foi suspensa de suas atividades laborais por determinação judicial, após estar envolvida no falecimento de Thawanna Salmázio, ocorrido em 3 de abril. Com a decisão, a agente de segurança fica impedida de diversas ações.

 

Entre as proibições impostas à policial Yasmin Ferreira, estão o porte de arma de fogo, a manutenção de qualquer tipo de contato com as testemunhas do caso e os familiares da vítima. Adicionalmente, ela não poderá deixar a comarca sem obter uma autorização prévia da Justiça. A medida cautelar também exige que a policial permaneça em seu domicílio durante o período noturno, especificamente das 22h às 5h.

 

As informações referentes à suspensão e às restrições foram oficialmente confirmadas tanto pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado de São Paulo quanto pelo Ministério Público estadual.

 

De acordo com a decisão proferida pelo magistrado Antônio Carlos Ponte de Souza, há indícios substanciais de materialidade do crime e de autoria da conduta criminosa que justificam as medidas aplicadas.

 

Os elementos informativos até então produzidos revelam quadro que extrapola, de forma inequívoca, os limites do uso legítimo da força por agente estatal, evidenciando, em juízo de cognição sumária, conduta marcada por impulsividade, descontrole emocional e absoluta desproporcionalidade.

 

Entenda o incidente que levou à suspensão

 

O episódio que resultou na morte de Thawanna Salmázio e na subsequente suspensão da policial ocorreu na noite de 3 de abril. Na ocasião, a policial Yasmin Ferreira e outro agente trafegavam em uma viatura pelo bairro Cidade Tiradentes, localizado na zona leste da capital paulista.

 

Segundo o relato do companheiro da vítima, ele e Thawanna caminhavam pela rua quando o homem se desequilibrou e colidiu o braço contra o retrovisor da viatura policial. Diante do impacto, a viatura parou para verificar a situação. Um desentendimento inicial eclodiu, e os agentes da polícia alegaram ter necessitado empregar força para conter o casal. A policial Yasmin Ferreira desembarcou da viatura e, após uma discussão com Thawanna, efetuou um disparo contra ela.

 

A vítima foi prontamente socorrida e encaminhada ao Hospital Tiradentes, mas, infelizmente, não resistiu aos ferimentos e faleceu menos de uma hora após o incidente. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) esclareceu, por meio de nota, que todas as circunstâncias do caso estão sendo investigadas com a máxima prioridade.

 

As apurações estão a cargo do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e também por meio de um Inquérito Policial Militar (IPM). Ambos os processos são acompanhados pelas corregedorias das instituições envolvidas, garantindo a transparência e a rigorosidade na elucidação dos fatos.

 

Além das investigações internas, o Ministério Público de São Paulo anunciou, em 8 de abril, que também iniciaria uma apuração sobre o falecimento de Thawanna da Silva Salmázio. A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo, por sua vez, também solicitou a completa elucidação da morte da mulher baleada pela PM.

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