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Lula exalta etanol brasileiro e critica regulamento ambiental da UE

Presidente destacou o pioneirismo do país em energias renováveis e alertou sobre propostas europeias que desconsideram a sustentabilidade brasileira.

20/04/2026 às 15:46
Por: Redação

Em visita à Alemanha nesta segunda-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a vanguarda do Brasil no desenvolvimento de biocombustíveis e manifestou críticas ao regulamento ambiental adotado pela União Europeia (UE). As declarações ocorreram durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, realizado na cidade de Hanôver.

 

O chefe de Estado brasileiro enfatizou a superioridade do etanol nacional, produzido a partir da cana-de-açúcar, em termos de eficiência energética e sustentabilidade.

 

“Nosso etanol, de cana-de-açúcar, produz mais energia por hectare plantado, tem uma das menores pegadas de carbono do mundo e reduz emissões de até 90% em relação à gasolina”

 

Lula comparou o avanço brasileiro com as metas europeias, salientando que, enquanto a União Europeia projeta alcançar 50% de energias renováveis em sua matriz até 2050, o Brasil já havia atingido esse patamar em 2025.

 

O presidente apontou o setor de transportes como um dos maiores desafios para a descarbonização na Europa. Contudo, ele manifestou preocupação com a revisão do regulamento de biocombustíveis da UE, que, segundo ele, inclui propostas que desconsideram as práticas de sustentabilidade no uso do solo brasileiro.

 

Adicionalmente, Lula lembrou que, desde janeiro, está em vigor um mecanismo unilateral para o cálculo de carbono, o qual ignora o baixo nível de emissões inerente ao processo produtivo brasileiro, fundamentado em fontes renováveis.

 

“Essas iniciativas podem dificultar a oferta de energia limpa ao consumidor europeu em momento crítico. A elevação de padrões ambientais é necessária, mas não é correta. Adotar critérios que ignorem outras realidades e prejudicam os produtores brasileiros”

 

O presidente reforçou o compromisso do Brasil em progredir de um país em desenvolvimento para uma nação desenvolvida, aproveitando plenamente as oportunidades da transição energética global.

 

“Estamos dispostos a deixar de ser um país em vias de desenvolvimento e queremos nos tornar um país desenvolvido. E não jogaremos fora as oportunidades da transição energética que estão colocadas para o mundo. Quem quiser produzir com energia mais barata e com energia verdadeiramente limpa, procure o Brasil, que nós temos espaço e oportunidade para quem quiser apostar no futuro”

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