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Guimarães rejeita auxílio federal ao BRB e critica trocas partidárias

Ministro se posiciona contra assistência ao BRB, comenta investigações e cobra regras para mudanças partidárias.

17/04/2026 às 03:42
Por: Redação

Durante encontro com a imprensa na manhã desta quinta-feira, 16, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que, de maneira pessoal, não apoia qualquer iniciativa de resgate financeiro do governo federal ao Banco de Brasília (BRB). A instituição está sob investigação devido a operações financeiras suspeitas, que teriam favorecido o Banco Master.

 

Ao ser questionado sobre a possibilidade de uma intervenção federal no BRB, o ministro declarou que, caso o tema seja encaminhado a ele, sua posição será de total oposição ao socorro. Ele destacou que considera inadequado que o governo federal intervenha para apoiar financeiramente o banco neste momento.

 

Segundo Guimarães, as apurações relativas ao caso do Banco Master devem apontar os responsáveis pelo desvio de bilhões de reais em recursos. O ministro ressaltou que esses responsáveis serão identificados ao final das investigações conduzidas pela Polícia Federal.

 

Entre os envolvidos nas investigações estão o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, filiado ao MDB, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. Costa foi detido nesta semana durante a quarta fase da Operação Compliance Zero.

 

“A PF está fazendo um trabalho extraordinário. Ao final vamos saber quem são os responsáveis por tamanho absurdo, pelos tantos bilhões envolvidos. A orientação do presidente Lula é essa. Doa a quem doer”, disse José Guimarães.


 

Mudanças partidárias e demandas de reforma política

 

O ministro também expressou insatisfação diante do que classificou como tratamento oportunista de determinadas questões pela classe política. Ele apresentou críticas contundentes ao movimento de troca de partidos que ocorreu durante a última janela partidária.

 

“Em todos os meus anos na política, nunca vi algo como o que aconteceu nessa janela. Foi um acinte contra os partidos sérios”, afirmou.


 

Segundo Guimarães, algumas siglas chegaram a perder até 20 parlamentares, sem explicação clara para o motivo dessas mudanças. Ele defendeu que a discussão sobre uma reforma política no Congresso precisa incluir critérios que impeçam que situações semelhantes voltem a ocorrer.

 

Perspectivas eleitorais e avaliação sobre pesquisas

 

O ministro foi indagado sobre as recentes pesquisas de intenção de voto, que mostram crescimento do candidato de oposição ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro. Guimarães avaliou que é prematuro realizar uma análise definitiva neste momento.

 

“A campanha sequer começou, e as estratégias ainda estão sendo discutidas pelas coordenações de campanha. Mas, pelas minhas experiências com eleições, acredito que o outro candidato não vai se sustentar. As coisas contra ele ainda vão vir à tona”, ponderou o ministro.


 

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